quinta-feira, 30 de abril de 2009

Reflexão: Como encontrar a mulher perfeita

Finalmente ele encontrou a mulher perfeita, havia uma harmonia indescritível entre a sua face delicada e as proporções das demais partes do seu corpo. Nada era exagerado, os músculos eram suficientemente delicados, mas suavemente perceptíveis e delineados, cobertos por uma pele suave e levemente bronzeada. Sua postura era sensual e ao mesmo tempo imponente e respeitosa, impondo reverência e admiração. O seu olhar parecia perdido, mas em harmonia com o sorriso enigmático, parecia transmitir uma expectativa e um convite respeitoso à esperança. A mulher era mesmo perfeita, havia, porém, um detalhe importantíssimo, seu admirador podia contemplá-la, tocá-la, abraçá-la, mas não poderia ser feliz com ela, porque a mulher era uma estátua que ele mesmo esculpira e por quem ele se apaixonara perdidamente e na qual ele havia investido toda sua a capacidade artística, para fazer dela a mulher perfeita.Essa história é parte da mitologia grega, conhecida como a mulher de Pigmalião. Sua temática aborda uma característica do comportamento humano muito comum: a idealização do outro e a nossa incapacidade de fazer do outro aquilo que sonhamos.
Grande parte dos relacionamentos conjugais são construídos nessa perspectiva. Idealizamos o marido perfeito ou a esposa perfeita e lutamos para fazer deles aquilo que sonhamos ser o ideal. Essa mesma forma de pensar e de agir ocorre com relação aos filhos, aos pais ou a outras pessoas com as quais travamos laços emocionais.
O conflito da nossa relação com o outro se dá interiormente, por causa da nossa reconhecida incapacidade de transformá-lo. Assim, por não sermos capazes de efetivamente idealizarmos o outro segundo os nossos parâmetros e os nossos valores, nos tornamos infelizes e frustrados.
Inconscientemente, queremos esculpir no outro aquilo que nós idealizamos.
Todavia, em função de cada indivíduo ter sua identidade constituída de aptidões, talentos e valores próprios, o sofrimento e o desgaste se instala em ambos os lados. Por parte do escultor, porque esculpir exige muito esforço mental, emocional e físico, e por parte de quem está sendo esculpido, porque, em se tratando de gente, tirar as sobras, os defeitos, as arestas, produz opressão, dor e angústia. Geralmente, o resultado é frustrante, conflituoso e, na maioria das vezes, termina na desistência de um em relação ao outro, o que implica em solidão e isolamento, mesmo que as pessoas vivam próximas uma das outras.
Segue abaixo algumas da instruções, quando vivemos a luta entre o real e o que idealizamos em relação às pessoas com quais convivemos.Primeiro - Devemos olhar para nós mesmos e assumirmos as nossas imperfeições, limitações, esse processo nos leva a compreendermos que somos pecadores e, portanto, imperfeitos.
Segundo - Apesar de sermos falhos, imperfeitos e limitados, Deus nos ama tanto que deu o seu único filho para que através dele tenhamos o perdão absoluto de todos os nossos erros e pecados.
Terceiro - Não obstantes as nossas falhas, se somos plenamente aceitos por Deus, devemos, do mesmo modo, aceitar e perdoar os seres humanos com as suas limitações. Essa postura de aceitação é constituída de atributos e dons tais como: perdão, amor, paciência, longanimidade misericórdia , entre outros...
Quarto - Amar implica não apenas em aceitação passiva do outro, mas também em responsabilidade, no sentido de, através do convívio, gerarmos interativamente crescimento e maturidade mútua, por meio do exercício do perdão e do amor.
Portanto, não vamos nos embrutecer porque as pessoas com as quais convivemos não são aquilo que idealizamos. Lembremos que o nosso aperfeiçoamento é construído com base nas coisas que aprendemos através dos relacionamentos. Assim, nós também devemos ser fontes de aperfeiçoamento das pessoas com as quais convivemos. Devemos aceitar com humildade o fato de que não somos capazes de mudar as pessoas, mas podemos ser instrumentos para ajudá-las. Para o Deus Eterno controlar a mente de um rei é tão fácil como dirigir a correnteza de um rio. (Prov. 21:1).

Para pensar...
Guardar ressentimento é como tomar veneno e esperar que a outra pessoa morra. (William Shakespeare)

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Chag Pessach Sameach! (Feliz Festa de Páscoa!)

O Pessach - a festa da Páscoa judaica - é comemorado por sete dias. Ele tem início com uma cerimônia na noite do 14º dia do mês de Nisan (o primeiro mês do calendário judaico, que neste ano será ao entardecer desta quarta-feira, dia 8 de abril). Em todo o mundo, as famílias judaicas reúnem-se para o Seder do Pessach, ceia ritual em que relembram a libertação dos hebreus, depois de um longo período de cativeiro no Egito, há mais de 34 séculos. Assim, o sentido da cerimônia é o de louvar a libertação.O seder é dividido em 15 partes, iniciando-se com orações e um gole de vinho. A criança mais nova da família inicia o ritual com quatro perguntas em forma de canto sobre o sentido das cerimônias e a saída dos judeus do Egito. Passa-se então às leituras da Hagadá, livro que conta a história da libertação do povo hebreu, escravizado no Egito. Por essa leitura procura-se ensinar às futuras gerações por que aquela noite não é como as outras.

O pão que se come durante a noite, no chamado Seder de Pessach, e nos demais sete dias subsequentes, é o pão ázimo (sem fermento), denominado Matza. Esse alimento simboliza o êxodo dos hebreus que, na pressa de deixar o Egito, não podiam esperar que o pão fermentasse. Aliás, durante esses oito dias, os judeus não devem comer nada que tenha fermento. São os chamados chametz, alimentos que contenham grãos como trigo, cevada, espelta, aveia e centeio, que fermentam em contato com água. Também faz parte da tradição do Seder comer ovos cozidos (Betzá), símbolo da vida eterna; raiz forte e folhas amargas (Maror), que lembram as amarguras da escravidão; um purê de maçãs ou tâmaras (Charoset), que representa a argamassa utilizada pelos escravos nas construções das pirâmides do Egito, a pata dianteira de uma ave ou de um cordeiro, que representa o cordeiro pascal (Zeroá), e o Karpás, que consiste em mergulhar um pedaço de salsão ou aipo em uma vasilha com água e sal, para lembrar o sofrimento do povo hebreu no Egito.

No Pessach são as crianças que conduzem a festa. Cabe a elas abrir a porta para a visita do profeta Elias que, segundo a tradição, vai a todos os lares nesta noite para trazer suas bênçãos. As crianças demonstram, abrindo as portas, a segurança de estarem sob a proteção de Deus. São elas também que participam da busca do afikoman, um pedaço de matsá que os mais velhos escondem pela casa.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

CINEMA

Se Eu Fosse Você 2 - Quebra mais um recorde

Fechada a bilheteria da noite de ontem, o bem sucedido Se Eu Fosse Você - 2 bateu um novo recorde, no meio de sua décima-segunda semana em cartaz: atingiu 49 milhões de reais de bilheteria.

Assim, ultrapassou os 48,9 milhões de reais de Homem Aranha 3, exibido em 2007. O filme de Daniel Filho passa a ser o segundo de maior arrecadação na história do cinema no Brasil. Perde somente para Titanic (1998), que faturou 78 milhões de reais.

No item "público", Se Eu Fosse... também segue derrubando velhos campeões. Atingiu ontem 5,9 milhões de espectadores. Entre os maiores públicos de filmes nacionais de todos os tempos passou a ser o sexto colocado.

Superou O Trapalhão nas Minas do Rei Salomão, que em 1977 levou 5, 7 milhões de pessoas aos cinemas. À sua frente, ainda estão, segundo o ranking preparado pelo portal Filme B: Dona Flor e Seus Dois Maridos (1978), O Ébrio (1946), Casinha Pequena (1963), Jeca Tatu (1960) e Dama do Lotação (1978).