quinta-feira, 2 de julho de 2009

REFLEXÃO:

Não é puxando sardinha para o lado dos advogados não, mas, com algumas exceções, tais profissionais são imprescindíveis a democracia que temos hoje (ao menos em menor escala...).

Repassando de email enviado por Gian Turchetti


> > O ano é 2.209 D.C. - ou seja,
> > daqui a duzentos anos - e
> > uma conversa entre avô e neto tem início a partir da
> > seguinte
> > interpelação:
> >
> > – Vovô, por que o
> >
> > mundo está acabando?
> >
> > A calma da pergunta revela a inocência da
> > alma infante. E no mesmo tom vem a resposta:
> >
> > – Porque não existem mais
> > advogados, meu
> > anjo.
> >
> > – Advogados? Mas o que é isso? O que fazia um
> > advogado?
> >
> > O velho responde, então, que advogados eram homens e
> > mulheres elegantes que se expressavam sempre de maneira
> > muito culta e que,
> > muitos anos atrás, lutavam pela justiça defendendo as
> > pessoas e a sociedade.
> >
> >
> > – Eles defendiam
> > as pessoas? Mas
> > eles eram super-heróis?
> >
> > – Sim. Mas eles não eram vistos assim. Seus
> > próprios clientes muitas vezes não pagavam os seus
> > honorários e ainda faziam
> > piadas, dizendo que as cobras não picavam advogados por
> > ética
> > profissional.
> >
> >
> >
> > – E como foi que eles desapareceram, vovô?
> >
> > – Ah, foi tudo parte de um
> > plano secreto e genial, pois todo super-herói tem que
> > enfrentar um supervilão,
> > não é? No caso, para derrotar os advogados esse
> > supervilão se valeu da “União”
> > de três poderes. Por isso chamamos esse supervilão de
> > “União”.
> >
> > Segundo o velho, por meio do primeiro poder (EXECUTIVO), a União
> > permitiu a criação de infinitos cursos de Direito no
> > País inteiro, formando
> > dezenas de milhares de profissionais a cada semestre, o que
> > acabou com a
> > qualidade do ensino e entupiu o mercado de bacharéis.
> >
> > Com o segundo
> > poder (LEGISLATIVO), a União criou leis que permitiam que as pessoas
> > movessem processos
> > judiciais sem a presença de um advogado, favorecendo a
> > defesa de poderosos
> > grupos econômicos e do Estado contra o cidadão leigo e
> > ignorante. Por estarem
> > acostumadas a ouvir piadas sobre como os advogados
> > extorquiam seus clientes, as
> > pessoas aplaudiram a
> > iniciativa.
> >
> >
> >
> > O terceiro poder foi mais cruel (JUDICIÁRIO). Seus integrantes fixavam
> > honorários
> > irrisórios para os advogados, mesmo quando a lei
> > estabelecia limite mínimo! Isso
> > sem falar na compensação de honorários.
> >
> > Mas o terceiro poder não durou
> > muito tempo. Logo depois da criação do processo
> > eletrônico, os computadores se
> > tornaram tão poderosos que aprenderam a julgar os
> > processos sozinhos. Foi o que
> > se denominou de Justiça
> > “self-service”. Das decisões não cabiam
> > recursos, já que um computador sempre confirmava a
> > decisão do outro, pois todos
> > obedeciam à mesma lógica.
> >
> > O primeiro poder, então, absorveu o segundo,
> > com a criação das ´medidas definitivas´, novo nome dado
> > às ´medidas provisórias´
> > . Só quem poderia fazer alguma coisa eram os advogados,
> > mas já era tarde demais.
> > Estes estavam muito ocupados tentando sobreviver, dirigindo
> > táxis e vendendo
> > cosméticos. Sem advogados, a única forma de restaurar a
> > democracia é por meio
> > das armas.
> >
> > – E é por isso que o mundo está acabando, meu
> > netinho. Mas
> > agora chega de assuntos tristes. Eu já contei por que as
> > cobras não picam os
> > advogados ?
> > --
> >
> > Obs. Desvalorizaram
> > tanto os
> > professores que acabaram com a educação, cultura e os
> > princípios básicos. (mais
> > fácil manipular um povo inculto). O mesmo princípio de
> > desvalorização assola os
> > advogados e suas prerrogativas. (mais fácil manipular um
> > povo inculto e sem
> > direito à Justiça).
> >
> >

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